domingo, 28 de fevereiro de 2010

maldição

Neste momento  de paz em que chego
A angustia se torno ar que respira
A DOR TORNA-SE O VINHO EM SEU CALICE
E SUA ALMA QUANDO ME vê se desespera


Se assim nasci assim irei acabar
Com sua essência queimando em meu coração
E com seu sangue escorrendo pela minha boca
Pois essa e minha maldição 
Já que esta e minha missão


Te levar ao inferno
E te ver queimar 
para que mais uma vez junto possamos estar

Leito

  Em meu falecer começo  a perceber a real natureza humana
O caminho tortuoso  que trilhei e as pedras que me fizeram desabar
Os fatos que me ocasionaram momentos de reflexão
E na realidade acho isto tudo loucura e fraqueza

  O decorrer da minha vida não foi perfeito, tive erros eu sei
Alguns atos imperdoáveis, que somente se aprende na escola da vida
As brigas e os desentendimentos no final parecem que foram a coisa certa
Já que palavras ofensivas só valem pré quem se ama

  A natureza humana neste momento final me faz rir
O egoísmo desenfreado de um ser minha morte não significa o sofrimento
Mais sim a renovação já que melhorando e ainda sim vejo lagrimas rolando
Eu acho isto um saco, ter que passar meus últimos momentos terrenos ouvindo lamentações

   E pena que mesmo nos julgando inteligentes e somente no ultimo giro do relógio que percebemos
O sofrimento não nos leva a nada, não adianta nos cuidarmos o nosso fim será o mesmo
Neste quarto não quero mais ficar, meu ultimo desejo e um cigarro e um copo de Whisky e um beijo da amada
Já que na lucidez e a única coisa que nos conforta!

gelido

A chuva bate na janela o frio me toma
Sua imagem se forma o medo atordoa


Luzes passam e eu continuo estático
Tentando entender o inexplicável
Pessoas me falam e lógicas me mostram
A verdade tenta me convencer  
Mas a realidade se torna mais forte


Se o tempo e o senhor da razão temos que esperar
Mas nos esquecemos que e o presente e o que nos determina
Nessa linha me perco e somente você que eu vejo
Pergunto-me o porquê disso e a resposta e instantânea


A chuva não me incomoda, mas lembra
Meu passado e minha cruz, meu presente minha espada, e meu futuro minha libertação
Pelo tempo vago atrás de explicação
O relógio corre e minha existência evapora


Correndo contra o fim só me questiono e por que
E isso me leva a você!

carpe diem

Vejo minha felicidade absoluta e isso me assusta
Me perco nas historias que vem de gerações
Tento entender, mas minha comprenção acaba
E começo a viver 




Percebendo que minha realidade e um ilusão
Mundos se chocão e idéias se colidem
Minha mente vôoa e meu coração se aquece
Quando minha lucidez volta sento e percebo
O quão vago isso torna.




Verdades absolutas e felicidade incondicional e apenas um ego humano
Pessoas tentam se esconder em sombras.
E eu me acho aqui nesse infinito que tudo se consome
Tente me achar e será feliz .

caça

Quando a noite me ponho pensar.
Perdido em pensamentos tento te encontrar.
Vagando pela lua atrais do seu olhar.

Me pergunto o porque desta fascinação.
E logo me lembro do dia em que te vi.
Com seus olhos petrificados e seu coração gélido.

Em minha tumba me liberto e saio a te procurar.
E como lobo me coloco a uivar.
Vejo as manchas de sangues e começo a lembrar.
Que hoje a noite não tem luar.

boemio

Quando a embriaguez vem sinto-me me feliz
Vejo-me em um cais a te contemplar
Nas bebedeiras noite a fora Em qualquer destilado tento te encontrar


Mas quando a lucidez vem me ponho a amargurar
Uma ilusão de felicidade breve acaba
Tentei  achar e não consegui
Minha cede não saciei


Mesmo nas fortes bebidas e no doce do sangue  não achei
Em tudo o que experimentei nem perto cheguei
Minha vontade não se acalma 
Outras bocas beijei mais o seu néctar não encontrei.

Avatar



Sozinho começo a tirar a capa que cobre minha realidade
E vejo que sim me torno eu mesmo
Escondido de baixo de panos para o eixo não me exilar
Minha natureza tórrida começa e se soltar e meu elixir se renova

Sento abaixo de um lâmpada que se apaga
E percebo o por que desta armadura
Dessa prisão em que tenho que conviver
Cada dia viver e me esconder em uma imagem semelhante


Tenho medo de mim
Da minha natureza
Sou um monstro por nascença
E um anjo por opção

o inicio

Aqui declaro o inicio da minha jornada por um novo mundo a ser desmembrado, com ideais a serem exposta e um show literário a ser apresentado, a toda platéia presente neste espetaculo em que viajamos por conceitos incertos e por palavras abstratas desejo um ótimo espetaculo.
E que a nossa jornada comece !